Participe em janeiro do meu novo curso: Produtos digitais: do marketing ao desenvolvimento

Você sabia que entre dez ideias de produtos em média apenas uma chega ao ponto de trazer retorno financeiro? O que separa essa ideia das demais não é a tecnologia usada, o produto em si ou mesmo a quantidade de dinheiro disponível, a diferença está na disposição que os empreendedores tem de ler rapidamente o mercado e de fazerem adaptações ao produto.

Normalmente ou você estuda marketing ou você estuda metodologias de desenvolvimento de software como se uma coisa funcionasse independente da outra. Neste curso estudaremos os dois juntos e integrados com muitos exemplos práticos para que você saiba como se posicionar seja para criar seu próprio produto seja para atuar em empresas de qualquer tamanho.

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Aprendendo muito com a classificação brasileira de ocupações

Mês passado recebi um convite para participar no dia primeiro de dezembro como analista de negócios de um trabalho realizado pela FIPE para o Ministério do Trabalho referente à CBO, a Classificação Brasileira de Ocupações. O trabalho tomou um sábado inteiro e, apesar de estar com muita vontade de usar meu tempo com outra coisa algo me dizia que valeria a pena e valeu.

O objetivo do trabalho era em uma sessão que levaria o dia todo com alguns intervalos definir quais eram os deveres e as tarefas que definiam quatro ocupações representadas por profissionais presentes.

A Classificação serve para o reconhecimento pelo Ministério do Trabalho da existência das ocupações. Esse reconhecimento é usado para guiar programas de governo, sensos, pesquisas e outras ações. A Organização Internacional do Trabalho mantém uma classificação, mas é claro que ela não abrange todas as ocupações de todos os países.

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Quando falamos em abrangência estamos falando de todas mesmo. O trabalho de classificação atual envolve aproximadamente duas mil sessões com sete mil profissionais. Eu confesso que fiquei muito interessado por esse trabalho. Imagine um analista de negócios poder conhecer profissionais de todas as ocupações existentes, entender seus objetivos e o que fazem para atingi-los? É um conhecimento muito rico.

Você deve estar se perguntando se profissionais do sexo estão nessa lista e a resposta é sim. Outra ocupação interessante é a de catador de papel. Segundo a facilitadora, metade dos participantes da sessão naquele dia eram analfabetos e mesmo assim ela foi muita produtiva, trazendo ao conhecimento da classificação tarefas as quais elas nem faziam ideia. Continuar lendo

Aprendendo muito com a classificação brasileira de ocupações

Mês passado recebi um convite para participar no dia primeiro de dezembro como analista de negócios de um trabalho realizado pela FIPE para o Ministério do Trabalho referente à CBO, a Classificação Brasileira de Ocupações. O trabalho tomou um sábado inteiro e, apesar de estar com muita vontade de usar meu tempo com outra coisa algo me dizia que valeria a pena e valeu.

O objetivo do trabalho era em uma sessão que levaria o dia todo com alguns intervalos definir quais eram os deveres e as tarefas que definiam quatro ocupações representadas por profissionais presentes.

A Classificação serve para o reconhecimento pelo Ministério do Trabalho da existência das ocupações. Esse reconhecimento é usado para guiar programas de governo, sensos, pesquisas e outras ações. A Organização Internacional do Trabalho mantém uma classificação, mas é claro que ela não abrange todas as ocupações de todos os países.

Quando falamos em abrangência estamos falando de todas mesmo. O trabalho de classificação atual envolve aproximadamente duas mil sessões com sete mil profissionais. Eu confesso que fiquei muito interessado por esse trabalho. Imagine um analista de negócios poder conhecer profissionais de todas as ocupações existentes, entender seus objetivos e o que fazem para atingi-los? É um conhecimento muito rico.

Você deve estar se perguntando se profissionais do sexo estão nessa lista e a resposta é sim. Outra ocupação interessante é a de catador de papel. Segundo a facilitadora, metade dos participantes da sessão naquele dia eram analfabetos e mesmo assim ela foi muita produtiva, trazendo ao conhecimento da classificação tarefas as quais elas nem faziam ideia.

Na última classificação a Análise de Negócios estava agrupada junto com ocupações voltadas para a publicidade, o que era muito estranho, uma vez que os objetivos são muito distintos, então, dessa vez ela foi mudada de agrupamento.

A priori o novo agrupamento me pareceu apenas “menos pior” do que o anterior, pois envolvia na primeira metade ocupações prioritariamente voltadas para vendas. O primeiro pensamento que me veio à mente foi “nossa, como é que essas pessoas sabem onde enquadrar cada ocupação?” e o segundo foi “nossa, estamos ferrados, pois não vamos poder mudar isso”.

Acontece que as pessoas responsáveis sabem como agrupar. Ocorre que no mesmo grupo estavam ocupações que, como viemos a descobrir ao longo do dia, tem muito a ver com análise de negócios: Relações Públicas, Ouvidor e Analista de Mercado.

Apesar dos agrupamentos, cada ocupação tem a sua definição própria. É comum as ocupações compartilharem tarefas entre si, contudo, há tarefas exclusivas e a combinação das tarefas e os diferentes objetivos que elas atendem é que definem uma ocupação.

 

 

O método utilizado para o trabalho se chama DACUM, um acrônimo para “Developing a Curriculum”, ou “Desenvolvendo um Currículo”. O método consiste em um processo de storyboarding que fornece uma representação visual do que o trabalhador faz em termos de deveres, tarefas, conhecimentos, habilidades, tratos e em alguns casos ferramentas.

Hum… peraí… “story”… “tarefas”… “representação visual”…

Não foi à toa eu me sentir confortável com o que eu vi na parede. Esse método é a cara do story mapping.

Na primeira coluna são colocados objetivos principais. No caso de um professor, o grande objetivo principal seria “ensinar”. Nas colunas seguintes são colocados papéis representando as tarefas que o profissional executa para atingir esse objetivo.

A forma com a qual as facilitadoras trabalhavam o vocabulário para que conseguíssemos pensar no que deveria ir parar na parede também era muito similar à facilitação de uma story mapping.

Lembro da facilitadora separando claramente o que era um objetivo do que era uma tarefa perguntando “ok, você quer isso, mas o que, objetivamente, você faz para chegar a esse resultado?”. Muito bom. Nada melhor do que fazer muito alguma coisa para ficar muito bom nisso.

Bem, eu já falei que gostaria de ter a oportunidade de conhecer melhor o máximo de ocupações, claro que isso não é possível, a não ser que eu me prepare e consiga trabalho na FIPE, contudo, esse sábado permitiu que eu conhecesse um pouco mais das ocupações que ocupavam a mesa conosco.

Notei que quase todas compartilham de preocupações similares às preocupações que temos na análise de negócios. Por exemplo: como analistas de negócios defendemos que o valor do nosso trabalho está na compreensão das reais necessidades das partes interessadas e não no simples ato de “tirar pedidos” registrando o que as pessoas pedem.

No caso do relações públicas, existe uma preocupação em ir além da melhoria da imagem de uma organização, o intuito é melhorar as ações da organização.

No caso da ouvidoria, o objetivo é garantir voz para quem não tem, buscar soluções, ou, pelo menos respostas para os demandantes e não se limitar ao que chamaram de “encaminhadoria”, ou seja, o simples ato de encaminhar problemas para outras áreas da organização.

Sério, eu nem pensava nisso antes desse sábado. No caso da análise de mercado, soube que o gerente de projetos está absorvendo todas as atividades do analista de mercado. Bem, a minha teoria é a de que se o gerente de projetos não absorver atividades dos demais não sobra muito para fazer (pausa para uma boa risada), então na prática o gerente de projetos é um analista de mercado que reporta para o negócio e para os clientes.

Outro aspecto que me deixou bem satisfeito no sábado foi que fazia tempo que eu não era uma parte interessada tendo meu trabalho facilitado por alguém. Sou sempre eu quem facilita (ou co-facilita) e quase nunca sou parte interessada, só me interesso mesmo pelo bem geral da nação.

No sábado eu estava realmente preocupado com como a análise de negócios seria representada, como fazer com que meus interlocutores compreendessem o que fazemos e o que é importante para a nossa ocupação. É uma posição bem diferente e me ajudou a buscar ainda mais empatia com as pessoas que participam das minhas facilitações.

E então, como ficou a análise de negócios na nova CBO??? Não posso dizer, é segredo até o começo do ano que vem quando será publicada. Só posso dizer que acho que o Fabrício Laguna (o relato dele está aqui), presidente do IIBA São Paulo e eu fizemos um bom trabalho.

Construir a coisa certa

O livro “Leading Lean Software Development: Results Are not the Point” é o tipo de livro que só deve ser lido pelas pessoas que gostam de desafiar suas crenças e conceitos-chave a cada capítulo.

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O capítulo 3 “Reliable Delivery” (entrega confiável) descreve em detalhes o processo de  construção do Empire State Building, que, lançado em 1931 manteve por 40 anos o título de edifício mais alto do mundo. Por que o edifício é exemplo de entrega confiável? Porque ele foi construído em apenas 20 meses.

A maior parte dos fatores que levaram a esse sucesso de entrega também fazem sentido quando pensamos em desenvolvimento de software e eu sugiro que todos os interessados em entrega leiam pelo menos esse capítulo.

Eu sempre prego que “entrega” ou “delivery” devem ser preocupação do analista de negócios, afinal, nenhum trabalho feito pelo AN (a não ser aquele que evita que software seja desenvolvido) faz sentido se o software não estiver disponível no momento certo, contudo, o que mais me chamou atenção nesse capítulo foi o fato de que apesar de ter atendido às expectativas da santíssima trindade prazo, custo e escopo com qualidade, o Empire State, como NEGÓCIO foi um fracasso.

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Ouça a minha palestra na Jornada de Informática da UNESP Bauru e acompanhe os slides

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Diferente da palestra do BABRAZIL 2011 que tinha como público alvo analistas de negócios a palestra da última sexta-feira (19/10) teve como público alvo estudantes de sistemas de informação e ciências da computação.

O objetivo da palestra foi armar esses futuros profissionais com conhecimentos sobre negócios suficientes para que possam ter uma atuação mais abrangente no desenvolvimento de produtos ou passar a executar atividades de análise de negócios em iniciativas.

A palestra é longa e o áudio não está dos melhores, contudo quem participou disse que valeu muito a pena. Convido você a assistir:

[slideshare id=14833895&sc=no]

Por onde andei

O que mais me mantém inspirado para escrever aqui são as interações com os times de desenvolvimento. Sim, sou analista de negócios e o senso comum nos leva a pensar em um analista focado no lado da descoberta, do o que fazer e do porque fazer, contudo, sou fascinado pela importância que a aproximação do time de desenvolvimento com o negócio tem para o sucesso das iniciativas.

Quando um desenvolvedor se envolve com o produto sendo desenvolvido todos ganham. Ganha o negócio que consegue validar hipóteses mais rápido, que passa a contar com a surpreendente e muitas vezes inesperada criatividade do desenvolvedor. O desenvolvedor dá sentido e significado ao seu trabalho, pois entende o contexto e pode ver com seus próprios olhos o impacto que ele traz para as pessoas.

Em 2012 acabei me envolvendo com iniciativas que envolviam pessoas, mas onde eu tive que trabalhar com mais afinco meu lado técnico.

Que iniciativas foram essas? Continuar lendo