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BABOK Agile Extension – Fazendo o BA pensar em entregar e o Agilista pensar em descobrir

“Uma visão sem ação não passa de um sonho.
Ação sem visão é só um passatempo.
Mas uma visão com ação pode mudar o mundo”.

- Joel Barker


Nada melhor para entender “qualé” da extensão ágil do BABOK 2.0 do que contato direto com um dos seus responsáveis, no caso o Luiz Claudio Parzianello (@lcparzianello).

Tive a oportunidade de interagir com o Luiz em duas ocasiões. A primeira foi na sexta passada quando ele palestrou no @PensandoLean realizado pela @Oncast, um evento muito bem bolado e realizado, que envolveu um curso de dois dias (do qual me arrependo fortemente de não ter participado) e um fórum cheio de palestras de peso, com a do próprio Luiz e de Mary e Tom Poppendieck, “os caras” do Lean Software Manufacturing.

http://www.oncast.com.br/image/lo_pensando_lean.png

A segunda ocasião foi aqui em Porto Alegre onde estou passando o feriadão. Uma feliz coincidência. Nos encontramos para uma conversa rápida na qual pude tirar algumas dúvidas a respeito da extensão ágil do BABOK que está me intrigando faz algum tempo.

Depois de trocar algumas ideias, chegamos à conclusão que a extensão ágil do BABOK tem funções distintas dependendo de quem a lê.

Fazendo o Analista de Negócios pensar na entrega (Deliver)

O Luiz prega algo que costuma passar batido pelos analistas de negócios: “a forma com a qual a solução é entregue é de total interesse do negócio”.

Tendemos a nos adaptar ao ambiente no qual estamos trabalhando, pensar nos requisitos de todos os níveis, em entender o problema, mas esquecemos de nos preocupar com a maneira com a qual a solução é entregue e como isso afeta o negócio.

Um esforço de análise de negócios que possa soar como ideal, no qual uma solução é definida com uma excelente análise do problema cai por terra se esta solução não for entregue em tempo e adaptada às mudanças naturais no ambiente de negócios.

Se pensarmos em questões como time to market e aprendizado organizacional, vamos notar que projetos cascata trazem um enorme risco inerente, principalmente pelo fato de termos um enorme lapso de tempo entre a concepção do projeto e a primeira entrega da solução ou parte dela. Só isso já deveria acender uma luz vermelha no painel de controle do AN.

Ou seja, o analista de negócios deve entender de metodologias ágeis, entender como funcionam projetos iterativos e de entrega contínua. Como bom profissional de negócios, vale a pena entender que o agilismo é filho da produção enxuta, do “Lean”, algo que nós administradores de empresas conhecemos bem desde meados dos anos 90, ou seja, nada radical ou absurdo e origem de muitos sucessos na indústria.

Por fim, descobrir sem entregar, é como visão sem ação (ou com ação muito mal feita). Não passa de sonho.

Fazendo o Agilista pensar em descobrir (discovery)

Já fiz uma sátira aqui no blog fantasiando que o Scrum foi definido em um bar e que quando alguém questionou de onde viriam os requisitos, alguém alcoolizado veio com a ideia do Product Owner e o pessoal se deu por satisfeito, bebeu mais e dormiu com a consciência limpa. Ahh, começaram a entregar software na semana seguinte. Algo que não deixa de ser impressionante.

Agora, falando sério, de onde vem “o que deve ser feito”? Um product backlog não cai do céu, e poucos POs devem ter a capacidade de psicografar requisitos direto do além.

O backlog, ou o termo que prefiro usar, o roadmap do produto que está sendo entregue nasce de um roadmap de alto nível, o roadmap do negócio dentro do qual este produto está inserido. O Luiz tem um slide que deixa isso muito claro, inclusive apresentando como a estrutura da estória do usuário faz com que esses dois roadmaps convergirem de forma genial.

E o quê orienta o roadmap do negócio? Simples, algo chamado estratégia.

Ou seja, se o agilista realmente deseja cumprir a sua missão de entregar valor, precisa entender de negócios, melhor, precisa entender de análise de negócios. Vale a pena abrir um pouco de espaço para ela no meio das discussões de assuntos legais como TDD, pareamento e integração contínua.

Apenas entregar transforma aquele gráfico do Scrum em uma montanha russa na qual o único objetivo é se divertir.

Por fim, entregar sem descobrir é como ação sem visão (ou com visão mal feita). Não passa de passatempo.

Conclusão

Ainda não sabemos se em contextos ágeis teremos a figura do Analista de Negócios, se chamaremos ele de PO dependendo do momento ou mesmo se conseguiremos ter a figura do product champion, mas está claro que descoberta e entrega devem parar de ignorar uma a outra. Projeto algum é completo sem uma delas.

Talvez o slogan da extensão ágil do BABOK deva mudar de “bring Business Analysis & Agile together!” para “bring discovery and deliver together!”.

 

 

 

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Is agile right for your project? OU WTF?

Hoje fui brindado com duas aberrações. A primeira foi a propaganda política obrigatória que dispensa comentários e a segunda foi uma apresentação que o #PMI montou sobre #AGILE.


Não deixe de ver (isso e o Tiririca no horário político): http://www.pmi.org/Resources/Pages/Agile.aspx

Não deixe de ler também "Uma humilde resposta ao posicionamento do PMI sobre Agile" do Ricardo Serradas:
http://blog.ricardoserradas.net/2010/08/18/uma-humilde-resposta-ao-posicionam...


Quando vi a apresentação, a primeira analogia que me veio à cabeça foi: bula de remédio. Você conhece bula de remédio? Já leu alguma pra valer ou sua mãe/esposa sempre cuidou dessa parte da sua vida?

Bem, uma bula de remédio costuma ter alguns conteúdos padrão como a posologia, que indica para quê o remédio serve, modo de usar (mantenha longe das mucosas...), contra-indicações, que indicam quando o remédio não deve ser usado e, por fim, os efeitos indesejados, ou "possíveis efeitos colaterais", a parte escrita para que você não possa processar o laboratório se der zica.

Aliás, essa parte dos "possíveis efeitos colaterais" é sem dúvidas a mais engraçada e assustadora da bula. Ali o pessoal exerce a criatividade. Se houver uma chance em um milhão de você ficar verde se tomar o remédio, isso estará escrito ali. Existem casos que calmantes possuem "insônia" como possível efeito colateral.

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O tempo passa e as coisas mudam para melhor

Hoje acordei com um desafio pela frente. Tinha que tirar os pontos da minha cirurgia de apendicite realizada há duas semanas. Bom, para o pessoal da saúde ou para quem já foi para a faca, ter receio desse procedimento é infundado, mas confesso que não acho nada agradável a ideia de ter fios pretos da sua barriga, em suma, estava desconfortável com a tarefa.

Meu desconforto deve ter origem em outra cirurgia que fiz quando era guri, lá em 89. Na memória embaçada tenho um corte grande (proporcionalmente falando) que levou muito tempo para sarar com pontos internos que não apareciam, havia só um nó em cada ponta. O médico cortou um nó e com uma pinça foi puxando pelo outro. Foi tudo de uma vez, mas foram os oito ou dez segundos mais longos da minha curta vida. Foi uma satisfação ficar tantos anos sem ter que ir para a faca novamente.

Recentemente acordei com um desafio pela frente. Tinha que discutir com um fornecedor um sistema de TI para o meu negócio. Bom, para quem é da área de TI ou para quem já tem vários sistemas informatizados na sua empresa, ter receio dessa reunião é infundado, mas confesso que não acho nada agradável a ideia de depender de um monte de caixinhas cheias de fios azuis e comandos esquisitos para as minhas operações, em suma, estava desconfortável com a tarefa.

Meu desconforto deve ter origem em outro sistema com o qual me envolvi quando era gerente lá em 98. Na memória embaçada tenho um corte grande na produtividade do meu departamento, um sistema que demorou muito para ficar pronto, que não ajudava tanto quanto eu gostaria e que volta e meia parava de funcionar por causa de coisas internas que não apareciam. Pior, eu não podia mais voltar ao processo anterior. Era um nó só. Quem já havia demorado para entregar e havia entregue um sistema ruim, depois de muita reclamação veio, fez uma análise completa e levou meses para trazer uma solução que ainda assim não resolveu tudo. Foram os oito ou dez meses mais longos da minha vida. Foi uma satisfação ficar tantos anos sem ter que ir para a fábrica de software novamente.


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Nova vaga para líder de projetos na Stefanini SDC São Paulo

Líder de Projetos

Procuramos por profissionais organizados, multidisciplinares, auto-gerenciáveis, que tenham excelente background em disciplinas técnicas de desenvolvimento de software. É necessário conhecer análise e desenvolvimento de sistemas, principalmente em tecnologias orientadas a objeto.

Nossa área de desenvolvimento não trabalha com o modelo de gestão comando-controle, logo, o profissional precisa ser muito mais um líder do que gerente de atividades. Nossos times são multidisciplinares e auto-gerenciáveis e não precisam de alguém que fique perguntando a cada 5 minutos “Se está pronto!!!”. Por isso é importante que os candidatos saibam liderar e não comandar.

Se você é um excelente gerente de projetos, que comanda os “recursos” envolvidos baseado na gestão de atividades e do tempo, é mestre na confecção de cronogramas detalhados e conta com pós-graduação  e MBA em gestão de projetos, além de assinar SeuNome, PMP… Essa oportunidade NÃO É PARA VOCÊ !!!

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BA = PO?

 

Apesar de discordar dessa afirmação, existem boas razões para que os profissionais considerem que o Analista de Negócios é o Product Owner e vice-versa. Faz um tempo que quero escrever sobre o assunto para a comunidade de analistas de negócios, mas como meu mapa astral mostrou, sou tanto prático quanto teórico, então esperei colocar a mão na massa do lado PO da equação, já que tenho vivido apenas do lado BA nos últimos anos.

 

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